
No recente julgamento que tornou Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe, um momento emblemático ocorreu quando a ministra Cármen Lúcia destacou uma informação surpreendente ao ministro Alexandre de Moraes: o reconhecimento internacional da segurança do sistema eleitoral brasileiro.
Durante a sessão, a ministra apontou que, segundo notícias recentes, os Estados Unidos haviam elogiado a estrutura das eleições no Brasil. Moraes, em resposta, reforçou que o modelo brasileiro é referência mundial, destacando que o país é citado expressamente como um caso de sucesso na modernização e segurança eleitoral.
A ironia da situação não passou despercebida. Durante seu mandato, Bolsonaro passou anos questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas e sugerindo que o Brasil deveria seguir o modelo norte-americano, baseado principalmente em cédulas de papel. Agora, os próprios Estados Unidos reconhecem que o Brasil tem um sistema mais avançado e seguro.
Moraes ressaltou que nunca houve comprovação de fraude ou falha das urnas eletrônicas, ao contrário do que Bolsonaro tentou espalhar. "A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem, em grande parte, da autodeclaração de cidadania", destacou Moraes, citando um comunicado da Casa Branca.
O reconhecimento norte-americano reforça o que especialistas eleitorais e autoridades já vinham afirmando: o Brasil possui um dos sistemas de votação mais seguros do mundo, auditável e transparente. Esse elogio internacional desmonta, de uma vez por todas, a tese conspiratória que Bolsonaro tentou disseminar sobre fraudes nas eleições.
Esse episódio serve como um lembrete contundente de como a desinformação foi usada como ferramenta política e como a verdade, eventualmente, prevalece. O Brasil, longe de precisar copiar o modelo eleitoral americano, já se consolidou como uma referência mundial em segurança e eficiência eleitoral.
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